Quando falo em câncer de mama não falo em números e estatísticas. Falo de rostos, de vidas, de pessoas e famílias, de histórias e sonhos interrompidos.
Falo de mulheres que merecem cuidado, atenção e respostas claras e precisas.
Após o diagnóstico, a intensidade de emoções se coloca como uma cascata.
Após o tratamento concluído, muitas mulheres querem (e devem) retornar à sua vida, mas nem sempre esse é um processo simples.
Após uma série de adaptações na vida da mulher e de sua família, o “retorno” requer sempre uma serenidade muitas vezes, da própria família. Dias bons e ruins acontecerão.
Algumas mulheres se adaptam rapidamente ao novo momento. Outras, nem tanto.
O medo, a ansiedade, a solidão, a desesperança podem acontecer. E acontecem. E não está errado. Não significa que a paciente está demonstrando fraqueza. Está demonstrando sentimentos. Por que é um ser humano.
E não há protocolo a seguir. Apenas momentos a serem vividos.
Nada é obrigatório e nada deve ser cobrado.
Apenas a certeza que a vida está aí. Batendo à nossa porta e nos fazendo reagir.
Exatamente por esse motivo, considero Outubro Rosa um mês excepcional para a Conscientização do Câncer de Mama.
Mas considero a busca por informações, a realização de exames e a prevenção todos os meses do ano.
De outubro a outubro.