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Ensino

Estudante do Colégio Franciscano São José conquista vaga na 2ª fase da OBA 2026

Henrique Capitanio Malacarne, de 16 anos, obteve média 8,6 na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica e agora participa das seletivas para as olimpíadas internacionais

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Estudante do Colégio Franciscano São José, Henrique Capitanio Malacarne, que participa da Olimpíada
Por Marina Oliveira
Foto Marina Oliveira

O estudante do Colégio Franciscano São José, Henrique Capitanio Malacarne, de 16 anos, obteve média 8,6 na primeira fase da edição 2026 da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), conquistando vaga na segunda fase da competição nacional. Ele cursa a terceira série do ensino médio e realizou a prova de nível 4.

A OBA é gratuita e voltada a estudantes do ensino fundamental e médio de todo o país. Está aberta a escolas públicas ou privadas, urbanas ou rurais, sem exigência de número mínimo ou máximo de alunos. A primeira fase é organizada em quatro níveis, com sete questões de astronomia e três de astronáutica. O nível 4, o qual Henrique participa, é voltado ao ensino médio.

A segunda fase seleciona os estudantes que representarão o Brasil na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica e na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica. O processo envolve avaliação e treinamento, e os alunos do ensino médio precisam de nota igual ou superior a 7 para avançar.

Henrique conta que soube da olimpíada por meio de um professor da escola. "Um dia o nosso professor de geografia chegou e disse: 'Ah, tem Olimpíada de astronomia'", relata.

Segundo o estudante, a seletiva é composta por três provas. "Já fiz a primeira prova delas, a outra é dia 30 desse mês e a outra, a terceira parte é dia 27 de novembro", conta.

As provas da Olímpiada são realizadas na escola, que oferece espaço e incentivo aos estudantes que desejam participar. Henrique também participou da primeira edição da olimpíada e foi aprovado, mas não realizou as etapas seguintes. "Vou fazer esse ano as outras provas, porque não posso deixar passar”, explica.

Para se preparar, além de tirar dúvidas em aula, ele utiliza livros de física. "Eu fui lendo os livros, vendo como é que fazia, aprendendo da melhor forma como eu achava que era. Eu gosto de ler, entender e depois fazer exercício", destaca. Henrique relata ainda ter recebido e-mail sobre convite a participantes com notas altas nas provas seletivas para atividade nos Estados Unidos, em São Francisco, onde há parceria com a olimpíada.

Em relação ao futuro, o estudante pretende prestar vestibular. "Eu quero tentar entrar na UFRGS lá em Porto Alegre ou em Santa Maria", afirma. Ele planeja cursar Engenharia Mecânica e, depois, fazer especialização em aeronáutica ou em automotiva. Sobre a família, declara: "Eu fico feliz porque eles nunca me colocaram pressão”.

O coordenador do Ensino Médio, Vinícius Drey, informa que a instituição mantém programa de incentivo à participação em olimpíadas. "Praticamente todas as possíveis são realizadas aqui e a escola incentiva mesmo, inclusive com as inscrições deles também", diz. De acordo com o coordenador, a escola subsidia medalhas e troféus, conforme as premiações recebidas pelos alunos. Ele afirma que há participantes em outras áreas: "A gente tem, quase todos os anos, a olimpíada de matemática, das outras áreas também, inclusive com alunos de destaque", conclui.

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